Reflexões… :: Amálgamas

25 de Outubro, 2018
Um hipopótamo num campo de flores.
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Não é obrigatório em ritmo repetir sempre o mesmo compasso. Uma música pode usar compassos de tamanhos diferentes ao longo de sua execução.

Quando esses compassos se alternam sempre na mesma ordem, por exemplo 3 tempos / 2 tempos / 3 tempos / 2 tempos…, isso é chamado compasso complexo ou amálgama.

Algumas amálgamas são bem comuns e são escritas simplesmente como a soma de seus elementos:

2/4 + 3/4= 5/4
3/4 + 4/4= 7/4

Qualquer amálgama pode ser escrita desta forma, porém amálgamas mais complexas costumam ser assinadas como a operação explícita de soma de suas partes, separando os subcompassos com barras tracejadas.

Por exemplo, Schism usa em boa parte de sua progressão o compasso 5/8+7/8.

Em uma música minha, La dame urbain n’est pas, eu uso no crescente o compasso 12/8+2/4.

Já quando a combinação dos compassos resultaria em um compasso muito grande, com muitos tempos, é normal assinar cada compasso com seu tempo devido. É o que acontece com All You Need is Love, com compasso 2/2+2/2+3/4.

A combinação de compassos compostos, almálgamas, alteração de compassos e tempos de uma parte para outra de uma composição tem o potencial de enriquecer a obra, tratando o próprio compasso como um elemento musical.

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