Reflexões… :: Pranto é modinha

3 de Setembro, 2018
Um hipopótamo num campo de flores.

Museu Nacional

Já no dia seguinte à tragédia do Museu Nacional, vejo diversos comentários pelas redes sociais dizendo que luto pelo museu é “modinha”.

Talvez seja mesmo modinha para quem defende a PEC 241, ou para quem vem dizendo que história é doutrina marxista. Mas não estendam sua visão retrógrada de mundo sobre o resto das pessoas.

Sempre que meu filho alcança condições para apreciar algo, eu e minha esposa o levamos. Levamos na fazendinha conhecer os animais (e continuaremos levando); levamos ao show da Patrulha Canina; deixo ele assistir todos os programas de astronomia que ele quer – toda vez que ele olha pro céu, ele me pergunta “Satúun?”…

E quando ele tivesse idade para apreciar o Museu Nacional, nós o levaríamos lá. Não mais.

Não mais porque não há mais museu: seu acervo foi destruído. Foram 200 anos (ou 13 mil anos) queimados, história natural, documentos históricos, tudo feito cinzas. E não importa o quanto certo político diga que vai “recompor” o acervo: não tem volta, está perdido.

Então, entenda: nós estamos de LUTO sim. Modinha é teu c*. 👌

Hoje passei por dois grupos de cabos eleitorais, um do PSDB, outro do PSL. No primeiro as pessoas estavam cabisbaixas, entristecidas, quase dando os pêsames a cada um na rua.

No segundo grupo, as pessoas estavam eufóricas, agressivas, atacando verbalmente as outras pessoas na rua. Pareciam empolgadas com os recentes acontecimentos. Repetiam aos brados “melhor Jair se acostumando”.

Fascistas.

E deixo aqui as palavras de Elika Takimoto:

Se riu do fim Ministério da Cultura, se debochou da Lei Rouanet, se defende político que votou pelo congelamento dos investimentos por 20 anos em Educação, se “história é coisa de doutrinador marxista”, está chorando por quê?


[update]

Foram queimados hoje no Museu Nacional

[/update]

Educação e Cultura | Pessoal | Política