Reflexões… :: Afinação aberta em dó maior

2 de Maio, 2017
Como um hipopótamo lida com um campo de flores.

No último artigo comentei sobre a afinação que pretendia fazer na guitarra de oito cordas. Aqui vou fazer uma revisão.

A afinação terminou assim:

prima
49Hz65,4Hz98Hz130,8Hz196Hz261,6Hz329,6Hz392Hz
[G1][C2][G2][C3][G3][C4][E4][G4]
.080".046".034".024".016".010".009".008"
Schecter C-8 Deluxe

O motivos para esta afinação continuam com pouca mudança: ➀ eu aproveitava muito pouco os graves proporcionados pelas cordas em [E1] e [A1]; ➁ percebi que é bastante chato encontrar-me nas variações de casas do desenho das escalas ao longo de oito cordas.

Eu pretendia inverter as duas cordas mais agudas, mantendo os pares de cordas dó-sol, jogando o mi para a prima, mas isso inviabilizou alguns arpejos.

O resultado é uma combinação de facilidade melódica com recursos harmônicos interessantes.

Melodicamente falando, as cordas 7ª-6ª, 5ª-4ª, 3ª-prima formam pares com oitavas completas, enquanto a 8ª corda complementa o par mais grave com meia escala para notas de passagem.

Harmonicamente todas os graus do acorde maior ficam à mão com apenas uma pestana, onde a 2ª corda facilita a construção de acordes maiores. Além disso, as notas complementares e de passagem ficam todas sempre duas casas a frente do acorde atual.

Isso ainda torna muito conveniente o uso das pentatônicas Yo e menor, que são a base mecânica para as escalas diatônicas e algumas exóticas.

O único inconveniente é que na corda mais grave de cada relação de par em em quintas, é preciso alcançar casas mais distantes para algumas notas, como o fá sustenido a partir do dó. No entanto o problema é gerenciável.

Estas são minhas primeiras impressões. Já estou à vontade para criar novas melodias e harmonias aproveitando as peculiaridades dessa afinação, a open-C, agora falta eu desenvolver memória muscular para tocas as músicas antigas da banda.